A minha "redassão" do ENEM

Há várias semanas venho anotando pérolas de alunos, e resolvi montar um texto, reunindo cada um deles. É claro que não vou revelar quem foi o "inguinorante" que escreveu essas besteiras, mas isso não é algo que possa passar em branco.


"O consumismo é intrícico ao brasileiro". (Quer escrever bonito?? OLHA NO DICIONÁRIO ENTÃO, #%&)!


"O ato de viver é algo que não para nunca. Por isso, estamos sempre nesse ciclo intermitente. (Outro caso de quem quer escrever bonito e se f***).


"O Brasil é composto por todas as raças, várias etnias e diversos sexos." (O que mais me impressiona nessa frase genial é a facilidade com que a pessoa conseguiu escrever tanta m**** com tão poucas letras).

"A população acaba comprando produtos supérfogos." (Não entendi).


" A droga causa vícil". (É, esse vício causado pela droga é tão devastador que nem a palavra pode ser escrita corretamente).


"Os preconceituosos, para aprender, têm que sofrer preconceito." (Chuta os direitos humanos pra pqp).


" Os professores têm que obedecer o aluno e dar nota máxima para ele, mesmo que ele não tenha nem chegado na média." (Ops, acho que ele esqueceu que quem corrige o texto dele é um PROFESSOR).


Eu sofro né.... Como diz a Cleycianne, ÊTA DEUS!

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Retratação


Ontem reli todo o meu blog. Gosto de fazer isso quando não tenho ideia para escrever algo novo. Fiquei triste ao perceber que a maior parte dos textos foi movida por sentimentos momentâneos, e que de certa forma ficaram eternizados quando os escrevi aqui. Não estou dizendo que vou apagar os textos, pois não me arrependi de tê-los escrito. Gostaria apenas de me retratar, uma vez que frequentemente tenho escrito sem pensar.

Já dizia Shakespeare que "quando estamos com raiva, temos o direito de estar com raiva, mas isso não nos dá o direito de ser cruel". E talvez eu tenha sido.

Vocês não têm noção do quanto me incomoda tomar café ao lado de Pluft, o fantasminha. É tão desagradável ter que fingir que a pessoa que divide a mesa com você não está ali... Isso me magoa, mas não há nada que eu possa fazer. Escrever no blog não é algo que vá mudar o que ele sente em relação a mim. Talvez ele tenha se excedido, talvez eu. Eu não me importaria em cumprimentá-lo, mas vou respeitar (dessa vez de verdade) a vontade dele.
Além disso, uma outra mágoa antiga me fez escrever escrever textos que afirmavam coisas das quais eu não tinha certeza quanto à veracidade. Chamar alguém de hedonista, de egoísta, de hipócrita é simplesmente dar um tiro no escuro. Eu nunca poderia afirmar com certeza o que uma pessoa é em sua essência, e agora que tudo está calmo eu percebo isso. Talvez a hipócrita aqui seja eu. Ninguém tem que dar preferência à felicidade do outro quando tem a sua para satisfazer, não é mesmo? Eu mesma estou fazendo isso agora.
Acho que está na hora de transformar uma coisa que foi bonita em outra coisa igualmente bonita. Vai dizer que lembrança não é algo bom?! Tá certo... Já chorei por memórias que hoje me fazem rir e pensar: "Como foi um dia gostoso, aquele"... No entanto, não tenho vontade de que esse dia volte, e tampouco me arrependo de qualquer coisa que tenha feito.
Sentir culpa é colocar-se numa prisão perpétua. Como diz a Dani, uma aluna-amiga minha, "deixa isso dar uma passeada lá fora do seu coração"... Talvez tudo isso tenha sido motivado por não ter sido bem esclarecido, mas de que adiantaria agora? Não faz sentido remexer nas feridas de ninguém. Às vezes tenho vontade de ser perdoada pelas coisas que fiz ao longo da minha vida. Mas aprendi que se isso não é possível, eu tenho que perdoar a mim mesma. Isso consegue ser ainda mais difícil, mas sou humana. E aceitar meus erros e perdoá-los é a forma mais simples de abrir a cabeça para coisas novas.

Uma vez alguém me disse para escrever sobre coisas que me deixassem felizes. E é isso o que eu preciso fazer.
Bem-vindos ao novo Diva não Chora, escrito por uma diva que não só chora, como ri, escreve, lê, dorme, come, se diverte e às vezes, como qualquer um, erra. Sei que isso não era necessário, mas me sinto melhor assim.
P.s.: Depois de bater o recorde de dias sem chorar (desde 16 de janeiro, eu acho) eu chorei ontem! Mas nada demais, choro rápido (senão ia desperdiçar minha base super cara da Mary Kay).

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Praticando a ociosidade

Enquanto ela me cabe, né.... Semana que vem eu volto ao ritmo puxado de faculdade + 2 empregos...


O post de hoje é tanto para mostrar meus dotes artísticos quanto para homenagear o Rodrigo...


Espero que vocês gostem! =)

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O que é que tem nas entrelinhas


Quiçá, pelo menos, Deus me entende: Às vezes sou meio moça; às vezes metade gente.



Minha alma é assim: meio criança, meio adulta. Na certa, tive algum problema de nascença. Não é que eu tenha corpo de menina e alma de mulher, muito menos o contrário. Tenho é pressa mesmo.


Comecei a ler aos quatro anos, enquanto meus coleguinhas só leram aos seis. Lembro-me bem de ter que ficar imitando-os, lendo a uma velocidade de lesma. Tinha vontade mesmo era de ler como se estivesse falando com alguém. E não parei por aí. Aos 10 anos, fiquei menstruada pela primeira vez e decidi que já era grande demais para brincar de bonecas. Comecei a dar aulas particulares aos dezesseis e agora, aos dezenove, já estou engatando minha terceira contratação formal.


Minha mãe diz que eu sou “precoce”. Prefiro, porém, “ansiosa”. Minha avó diz que sou mandona. De acordo com ela, meu segundo dedo do meu pé é maior que o dedão. E não é mentira: se não consigo controlar a minha vida e a dos que me cercam, perco a cabeça. Tenho mania de mandar até no tempo. Não sei porquê, mas tenho a impressão de que meu futuro vai ser bem melhor que o presente. Tento, então, alcançá-lo. Tenho pressa de ser feliz. O que não parei para pensar até agora é que eu estou feliz. E agora não é o futuro.



Às vezes eu tento assumir a postura de uma adulta, mas só tenho dezenove anos. Acho que tenho sido muito dura comigo mesma: Não consigo ser adulta o tempo todo.



É bom olhar no espelho e medir a cintura com as mãos, certificando-me de que "ainda está tudo certo por aqui".


Não adianta querer ser Líliam e ter corpo de Carol, mente de Alfredo e humor de Khaled. Acho que eu devo colocar na minha cabeça que ter a minha idade não é nenhuma vergonha. E que ainda vou sentir saudade de poder agir como adolescente. Aliás, ultimamente tenho agido como uma. Já me acostumei tanto à carapaça de “mulher de negócios” que me sinto ridícula fazendo isso. Mas não é isso mesmo o que eu sou? Então deixa fazer piadinha idiota, falar o que não deve, lançar mão de Love games... Vou continuar pintando as unhas com as cores "da moda" e trocar o salto pela rasteirinha. Afinal:



O fato de eu ser atleticana não me impede de gostar de futebol.

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Resenha - Annabel & Sarah


Já estou para escrever esse post há um bom tempo. Ou pelo menos desde que saí para uma sessão pipoca com o Jim Anotsu. Sim, ele é meu amigo. (Invejinha detected em vocês). Bom, venho pensando em escrever isso há vários e vários dias, mas creio que nunca conseguirei descrever, com exatidão, o sentimento que tive enquanto lia cada linha deliciosa de Annabel & Sarah.


Annabel, como é mais conhecido pelos íntimos, é uma ficção que, ao início, parece bastante infantil. Os leitores que gostam de ação e aventura podem ficar desanimados com os primeiros capítulos, mas acredite em mim: a partir do quinto capítulo, fica praticamente impossível largar o livro. Pode parecer uma crítica, mas é justamente essa evolução que confere toda delicadeza e beleza à história.

A cada momento o leitor é surpreendido por uma criatura nova, por um mistério mal resolvido, por uma vontade angustiante de saber como tudo vai acabar. Quando nos deparamos com a Beatrice, então... Comecei a imitá-la até no jeito peculiar de falar que a personagem tem.

Para não dizer que fui totalmente parcial simplesmente por possuir vínculos reais com o autor da obra, faço uma ressalva: TALVEZ o título pudesse ser outro. E olha, o título é o que mais vale. Quem é que não julga um livro pela capa, afinal?


Sem dúvida, Jim Anotsu é um dos jovens escritores mais promissores que o Brasil possui. Com a chegada de grandes livros de ficção estrangeiros, que se tornaram febre, como é o caso de Harry Potter e da Saga Crepúsculo, os escritores brasileiros entraram em desvantagem. Com a escrita de Jim, no entanto, é bastante possível que em breve isso não seja mais um problema: sem perder o toque brasileiro, o autor consegue inovar com uma ficção de proporções internacionais. Já estou na expectativa para o lançamento do segundo volume do nosso querido Jim, que acontecerá (se tudo der certo) agora em maio.



Jim, tudo o que posso desejar a você é o maior sucesso do mundo. Saiba que, enquanto estiver por perto (e mesmo quando não estiver) ainda adorarei conversar sobre literatura, ou sobre qualquer outra coisa. Até sobre o Jeremias da Turma da Mônica, quem sabe...

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Meu Primeiro Salto 15



Acabei de adquirir o salto mais alto da minha vida. Conseguir me equilibrar nele foi a maior prova de que nasci mesmo para ser mulher. E ser mulher não é algo absolutamente fácil. Quantas vezes, meu Deus! Quantas vezes desejei ser homem por pelo menos um dia...

Se eu fosse homem, ficaria satisfeito em poder dormir por mais quarenta minutos e gastar apenas vinte me arrumando para o trabalho.
Se eu fosse homem, não perderia vinte minutos do meu dia só para ler as previsões astrológicas diárias para o meu signo.
Se eu fosse homem, não precisaria me preocupar em usar roupa branca naqueles dias (afinal, não existiriam “aqueles dias”)...
Se eu fosse homem, não teria que gastar horas passando cremes hidratantes ou removedores de maquiagem.
Se eu fosse homem, não me preocuparia em ter que andar rebolando.
Se eu fosse homem, não precisaria me preocupar tanto com quantas calorias tem essa balinha que estou comendo.
Se eu fosse homem, ter apenas três pares de calçados (um chinelo, um tênis e um sapato social) não me incomodaria.
Se eu fosse homem não precisaria ficar loira, ter cabelos brancos seria “charme”.
Se eu fosse homem, não perderia minhas noites de sono pensando em onde está minha alma gêmea nesse exato momento.
Se eu fosse homem, talvez não fosse tão difícil dizer ‘adeus’ ao invés de ‘até logo’.

Se eu fosse homem, minha vida seria totalmente mais fácil. Mas eu não me orgulharia nem um pouco disso. Ser mulher é muito mais penoso. E é por isso que não abro mão de sê-la... Afinal: que homem conseguiria trabalhar dez horas por dia e ainda fazer o jantar quando chega em casa? Que homem suportaria fazer a sobrancelha ou depilar as pernas de 20 em 20 dias? Que homem sobreviveria a quatro dias de uma insuportável TPM?


Que homem conseguiria ter seu coração partido num dia e, mesmo assim, ir trabalhar (lindo e poderoso) no outro?


Nenhum homem consegue essa proeza. Conseguir trabalhar, arrumar a casa, cuidar dos filhos, fazer maquiagem todo dia e ainda ficar magra é exclusividade feminina. Conseguir esconder os problemas por baixo da maquiagem também. Em cima de um salto, então, ninguém me segura! Quer maneira mais rápida de deixar as pernas lindas?
Se há um amigo que consegue me deixar mais segura e confiante em segundos, sem dúvida é o salto. Posso estar ansiosa e desorientada, mas estou por cima. Não venha me dizer, portanto, que minha “síndrome de centopéia” não faz sentido. Pelo menos para mim, estar (e me sentir) bonita me faz instantaneamente sentir mais confiante.
Assim, passo até a ver a vida com outros olhos:

“Se eu fosse homem, sempre teria que pagar a conta.”



A todas vocês, Divas, meus parabéns.

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Sobre Amor & Sexo

Já aviso de antemão que sou completamente despudorada para falar desse assunto e, se não o mencionei diretamente antes, é porque guardei toda a inspiração necessária para este post aqui (que foi indiretamente induzido por um amigão meu).




Já diziam Arnaldo Jabor e Rita Lee.


Há homens que simplesmente não percebem a importância da relação amor-sexo na vida de uma mulher. E é justamente por isso que vou escrever aqui hoje.
Para começar: O que é o amor?
Eu sou a pessoa que tem a maior mania possível de achar que ama alguém com toda a força do mundo. E, na maioria das vezes, estou enganada. Redondamente. Sabe quando percebi isso? Num dia não muito distante do dia de hoje, em que um amigo me fez a simples pergunta: “Por que você o ama?” E eu não soube responder. Aliás, até soube, mas nenhum dos motivos que dei conseguiu convencer a mim mesma de que eu amava aquela pessoa. E então comecei a ouvir os discursos de várias pessoas sobre o que é o amor verdadeiro, e cheguei nisso aqui:

Ninguém começa a amar o outro de uma hora para outra. Atração à primeira vista existe, sim, mas AMOR é outra coisa completamente diferente. Para amar alguém, é necessário conhecê-lo, saber quais são suas reações às mais diversas situações, compreender cada qualidade ou defeito seu. Como já dizia Aristóteles, “o amor possui como base a admiração.” E é verdade. Como é que você pode amar uma pessoa que você não admire? Num amor consciente (o amor doentio é outro caso) a admiração é o que sustenta esse sentimento tão forte. AMOR é um sentimento muito sublime. Para amar alguém verdadeiramente, antes é preciso aprender a relevar, conversar, acalmar, perdoar, rir do que passou. Não quero fazer alusão a nenhuma religião, mas há uma passagem linda (tanto na bíblia quanto na música de Renato Russo) que demonstra claramente o que é o amor verdadeiro:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Depois de tudo isso, talvez simplesmente aconteça aquele CLICK. E aí você, de repente, percebe que aquilo ali é mais sério do que você supunha. E sobre o click, quem sabe falar melhor é o meu amigo cafa, do Manual do Cafajeste.
Quando se ama alguém de verdade, quando o click acontece, nada mais normal do que sentir aquela vontade de se entregar de vez àquilo. E vocês sabem bem do que eu estou falando. E aí vêm outros problemas, que são o medo do desconhecido, a vergonha de mostrar o corpo, o pavor de estar fazendo algo que pode te machucar mais tarde. E podem ter certeza de uma coisa: Se uma mulher driblou todos esses sentimentos para se expor de tal forma, é porque ela nutre um profundo e genuíno sentimento por você. Se ela está lhe entregando o corpo, saiba que ela não está te entregando apenas seu corpo. Ela entrega toda a sua alma também. Ela não pensa que pode acabar, pois para ela aquele momento vai ser para sempre um “pra sempre”. Por isso é tão importante a conexão de alma.
A decisão de fazer sexo com alguém é algo muito perigoso, e muito bonito também. Essa relação paradoxal faz com que essa reflexão se torne ainda mais complexa, e é por isso que alguns dizem que preferem só se entregar após o casamento. No entanto, como diz o meu amigo-indutor-de-post, você se “casa” com a pessoa no momento em que se entrega. O “casamento” tem muito mais a ver com a conexão de alma do que com a cerimônia cheia de bolos e bem-casados.
Depois de tudo isso, só tenho uma dica: Tome cuidado, mas ame MUITO. Ame sempre com o máximo que puder, pois como já dizia meu ídolo Fernando Pessoa, “Põe quanto és no mínimo que fazes”. E use camisinha, claro.

Ps.: Gostaria de dedicar esse post a uma querida amiga que, por motivos éticos e óbvios, não identificarei. Apenas tenho certeza de que, quando ler, ela terá certeza de que foi escrito pensando nela...

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